segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As setas das utopias. 3.


Nos dias, nas horas
Nos segundos...
Busco sempre um, mais um...
Contudo, sei que cada segundo que passa
Sou um, menos um.

Em tempos e em tempos...
Busco o tempo que perdi
Enquanto pensava no tempo.

Alceu Kunz

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sou contra aquele ditado que diz: “uma imagem vale mais do que mil palavras”, a palavra não pode ser tão desvalorizada. Um texto quando bem escrito não precisa nem chegar a tantas palavras para nos transportar a um mundo de imaginação. Através da leitura podemos criar imagens e sonhos capazes de nos tirar do convencional, tornando-nos mais inteligentes, mais criativos e menos indiferentes com as mazelas do mundo à nossa volta. Cuidado! Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas.



O vídeo é uma campanha de incentivo à leitura idealizada e produzida por: Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz, Filipe Bezerra. (Alunos do 2ºano - turma pp02/2003 - do curso de Publicidade e Propaganda da UNIFACS - Universidade Salvador). Com adaptação do texto de Guiomar de Grammont.

*Para os que já viram essa postagem no Arquivo Compacto garanto que assistir de novo é até legal. Hoje o dia foi corrido, acabei de chegar em Desterro, quarta prometo que não republico nada!

Abraços!

Jaime José Silva.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Mulher fatal



Salve Bohemios, hoje resolvi postar uma música da banda The Velvet Underground, que na década de 60 foram considerados por muitos como vanguardistas. Hoje em dia ser vanguarda é um pouco estranho. Estamos na era digital, tudo funciona muito rápido, assumir uma postura vanguardista é no mínimo duvidoso, ora em vezes pensamos que tudo já foi pensando. No entanto escolhi uma musica dos então vanguardistas da banda que em sua letra notamos certa obliquidade temporal. Algumas coisas mudam, perdem valores, são atribuídos novos valores, mas outras. Talvez nesta letra as considerações vanguardistas realmente fossem merecedoras para The Velvet Underground.
Aqui vão alguns link’s da banda, a web page, musiqueta no you tube e abaixo a letra em três idiomas, bom talvez já é hora de os bohemios se tornarem um pouco mais cosmopolitas! Abraço a todos até terça-feira!
Jordane.

Mais sobre a banda aqui, aqui e aqui

A música no You Tube aqui


Femme Fatale – Mulher fatal

Here she comes, you better watch your ste
Aquí viene, será mejor que ver su paso
Aí vem ela, é melhor você olhar onde pisa
She's going to break your heart in two, it's true
Se va a romper tu corazón en dos, es verdad
Ela vai partir seu coração em dois, isto é verdade
It's not hard to realize
No es difícil darse cuenta de
Não é difícil de perceber
Just look into her false colored eyes
Basta con mirar a los ojos de color falso
Apenas olhe na cor falsa dos olhos dela
She builds you up to just put you down, what a clown
Ella construye usted acaba de poner hasta abajo, lo que es un payaso
Ela te põe pra cima só para te por pra baixo, que palhaço
'Cause everybody knows (She's a femme fatale)
Porque todo el mundo sabe (ella es una femme fatale)
Porque todo mundo sabe (ela é uma mulher fatal)
The things she does to please (She's a femme fatale)
Las cosas que hace a favor (She's a femme fatale)
As coisas que ela faz como favor para você (ela é uma mulher fatal)
She's just a little tease (She's a femme fatale)
Ella es sólo una pequeña tease (She's a femme fatale)
Ela é só uma pequena provocadora (ela é uma mulher fatal)
See the way she walks
Ver la forma en que camina
Veja o jeito que ela anda
Hear the way she talks
Escuche la forma en que las conversaciones
Escute o jeito que ela fala
You're put down in her book
Estás dejó en su libro
Você foi colocado no livro dela
You're number 37, have a look
Usted es el número 37, echa un vistazo
Você é o numero 37, dê uma olhada
She's going to smile to make you frown, what a clown
Ella va a sonreír para hacerte fruncir el ceño, lo que es un payaso
Ela vai sorrir para te confundir, que palhaço
Little boy, she's from the street
Niño, ella es de la calle,
Garotinho, ela veio das ruas
Before you start, you're already beat
Antes de empezar, usted ya venció
Antes de você começar, você já estava batido
She's gonna play you for a fool, yes it's true
Se va a jugar por un necio, sí, es verdad
Ela vai te fazer de bobo, sim é verdade

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

As setas das utopias. 2.


Mesmo sabendo que no final de tudo o que me resta é a solidão, continuo caminhando e tentando me achar nesse mundo onde a desordem predomina.
Não é fácil, nos labirintos sem volta e sem setas, tento me encontrar através
daqueles que também estão perdidos.

O que será que pensam os homens que tem a liberdade de escolha e preferem ficar sentados na frente da televisão.

Alceu Kunz

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010




A Exceção e a Regra

Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o cotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.
(Bertold Brecht)


para sonhar basta abrir a porta do desconhecido...
e a chave
ah! A chave
esta fica reservada para os iluminados
diferentes e raros
capazes de martelar o convencional.

Jaime José Silva.

Terça-feira


Por que quanto mais te conheço
Mais gosto do teu veneno!
Libélula dos sonhos bucólicos!
Serpente rastejante que me segue!

Noites estranhas que apodreço;
Sinto a carne putrefa entre os dentes;
Ainda deixado pelo almoço.
Juntamente com seu perfume pertinente;

Voa rasante, seduz com sua beleza!
Mas quando pousa, imita urubus.
Mastiga este corpo, arranque esta tristeza.
Flatulências que saem do seu anus!
Tomam conta do ambiente.

Ó musa fedorenta vem e senta nesta mesa vil;
Peça uma cerveja e arrote na minha cara;
Seja o bêbado depravado antes que seu corpo seja putrefato;
Irrite, vomite, me imite, mas não viva apenas sobre limites.

Saudações a todos os velhos bohemios;
Eis aqui um poeta diferente,
Rimas podres em um dia ameno;
Rimas doces apenas com veneno.
Que seja glorioso esse dia porque os bohemios ainda vivem!

J.C.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

As setas das utopias.


A pior lembrança que deve existir é lembrar que se esqueceu de alguma coisa.
Como se esquecer de tentar lembrar o primeiro amor.
Lembrar inutilmente as vagas memórias dos primeiros passos que damos rumo a um sonho.
Não se lembrar de mandar um ramalhete de rosas no dia que uma amiga conseguiu o desejado emprego, mas ter a triste lembrança de mandar coroas de flores ao enterro da mesma.
Esquecer de lembrar-se de fazer algo que tanto queria, mas esse algo foi suprido pela involuntária vontade de assistir televisão.
Quem sabe o que você queria mesmo fazer o tempo todo fosse assistir televisão.
Lembrança é algo sutil que nos arrasta para determinado canto e nos enche de bordoadas ou de beijos.
A verdade é que todos incansavelmente buscamos lembranças.
Mas, como diz o Boêmio, lembrança por si só é velha.
Sendo assim desse jeito, tento buscar algo que...
Algo que ....
Deixa-me penar... Sendo assim desse jeito, tento buscar algo que...
Acho que esqueci o que iria dizer, mas prefiro achar que não me lembrei...


Alceu Kunz.
11/01/2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Bar reformado


Entre um bar e outro os bohemios acabaram por se reencontrar. Depois de três anos viajando resolvemos reestruturar o Bohemios de bar. Apesar da nova roupagem do Blog mantivemos a maioria das postagens antigas, sobretudo aquelas que se identificam com nossas ideias. Acreditamos que o novo por vezes pode ser antigo amanhã, então nosso nem tão novo Blog foi reformado, trocamos alguns "quadros das paredes", colocamos "banheiros", e ampliamos o espaço das "mesas”. Venham e bebam uma cerveja conosco.
Em um bar a conversa é solta. A partir de agora as postagens voltarão a movimentar o blog, não importa o tema desde que sua essência seja provocativa, uma provocação questionadora a ponto de fazer o leitor se sentir necessitado e convidado a se sentar à mesa do bar. Escritos, indicações de livros, poemas, crônicas, vídeos, desabafos fazem parte do cardápio.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cadê Tereza???

As veses, mas só as veses, me da uma vontade de faser tudo erado.
Tudo pela metad..
tudo jogado no xão.
Mas, só as veses. penso que a palavra falada não pode ser escutada...
mas isso, só as veses.
Tudo isso parece ludico, mas, não é sempre. é só as veses.
pela metad... pelo começo do fim... pelo meuio]]
pela verdade da eterna mentira....
pela dor do coração sem sangue...
pelos peixes que voas, sem NADA pra fazer......
tudo isso, me vem a cabeça, só, as , veses...
só, sem só, lidão.
As veses. tenho vontade de me jogar no alto de um penhasco
e voar por alguns minutos.
mais isso, só as veses....
as veses,,,,

as veses

as vezes

as vezez
az vesez
azzz vezzeessss

quinta-feira, 30 de abril de 2009

sessão da tarde

Cinco horas da manhã, o cigarro acabou. O café já esta gelado há horas e a cerveja, esqueci o gosto. Minhas orelhas fervem. Então, tomei a cruel decisão de levantar da cadeira e fazer algo para minha saúde, algo diferente, ao menos às cinco da manhã. Antes de sair, verifico se o gás está seguro, nenhuma tomada conectada, luzes apagadas, lixos vazios, principalmente o cinzeiro. Então, como de costume, antes de qualquer atividade que eu faça, sou suprimido dos pés a cabeça por um circular sanguíneo mais quente que meus músculos (camadas adiposas sobressalentes). Sim é o tesão. A vontade de trepar, o enrolassar de corpos. No entanto, estou no meu apartamento, minha namorada esta no dela. Minha grana não compra nem uma chupeta, minha internet caiu. Vou ter que invocar o poder divino de minha mão. Claro que não farei isso. Sou um homem esclarecido e, sobretudo resolvido. Jamais pagarei uma prostituta. Ou melhor, não me masturbarei sem a presença da querida Elena, minha versão dionisíaca, minha mulher de curvas sinuosas. Não pagarei a internet, não hoje. Buena, já são cinco e quinze. Todas as tomadas verificadas, gás okei, surto juvenil estabelecido, esquizofrenia controlada preparação para atuar. Como todo bom sociopata as devidas precauções tomadas, então me dirijo a porta e esta sem a chave!!
-Puta que pariu! Cadê a chave?...


Encontrei.

Estava atrás do sofá, junto com minha carteira, fósforo, narguilé, isqueiro, comida putrefe e adivinhem? Uma carteira de cigarros. Com um cigarro. Então abro a porta. O zelador esta dormindo. A pizza que antes era dele parece boa. Pena são as barejeiras(moscas azuladas, pouco maior que as convencionais, estão normalmente na merda ou na sua comida) ali depositando seus “ovinhos”.
A luz do primeiro, terceiro, quinto e sexto poste até a esquina estão acesas. A luz do segundo poste está apagada e a do quarto está em meia fase. Neste momento, -enquanto caminho- me pergunto por que presto atenção nestas coisas. Dizem que quando andamos nosso cérebro oxigenasse melhor e acabamos pensando em um monte de coisas como insights! Então novamente a dúvida cerca meu caminho. Enquanto as TVS das lojas estão ligadas na rede globo mostrando o desastre da moda. Meu único problema é a esquizofrenia herdada por sei lá o que, que me atormenta. Então escuto um barulho familiar. Logo abaixo do quarto poste está um bêbado. Provavelmente tão ou mais depravado do que eu, porém em um dia melhor que o meu. Percebo que ele me observa e sinto o terrível cheiro de sua refeição entrando pelas minhas narinas, suprimindo meu ar. Sim era o Diorge. Antigo chapa, meu camarada do tempo que ganhar dinheiro era fundamental na vida dos jovens. Quando percebo que não era o Diorge. Era alguma espécie de punk pos-moderno que veja TV em lojas que sonha em trabalhar para se manter em pé. Ao menos ele está com um tênis novo e bebia minha cerveja predileta. Não pedi um gole porque havia uma poçinha de vômito ali perto dele. Ao dobrar a esquina lembro que Diorge esta morto, e que meu antigo colega se chamada Georgi. Diorge era um auter ego de minha esquizofrenia. Ao menos o posto esta aberto, -“espero que o malboro ainda não tenha aumentado”-. Depois que aprendi a lidar com a esquizofrenia o mundo ficou mais chato. Falo isso porque normalmente não sairia de casa para comprar cigarros. Não no intervalo do meu filme predileto. Ao menos era, no inicio da década de 90. Enfim chego ao posto. Percebo o barulhinho das filmadoras do posto voltando-se para mim. Porque isso? Sou tão cordial e atento para não causar excitações nos outros. Buena, apaguei o cigarro na plaquinha publicitária de telefonia celular, cuspi na porta do Porche parado no lado de fora, entrei peidando baixinho, mas isso ninguém percebeu. Porque as câmeras me perceguem? Vou em direção ao banheiro, sempre me sinto melhor no banheiro.
Dou uma mijada, peido novamente, lavo minhas mãos, verifico o cabelo. Ótimo, estou com minha camisa predileta - isso é um bom sinal-. Percebo que estou de havaianas gastas e o banheiro do posto não é nenhuma suíte presidencial. Ao menos tem o cigarro, e não aumentou. O problema é que a Brahma ta na promoção e são cinco e dezoito da manhã, meu cigarro ta lacrado, o filme ta na parte três, é sábado sou obrigado a levar umas latinhas. Não é necessário que eu tome todas, a luz ainda não cortaram e a geladeira ta funcionando. Bom o caminho de volta. Sempre é mais fácil. Ao dobrar a esquina tenho mais uma das visões infernais que sou obrigado a testemunhar. O bêbado está em pé, ao lado do poste e a poça está quase no bueiro da 14 com a Avenida. O pior não é o odor que lembra um salão de festa de santo. Mas sim sua bunda branca reluzindo a luz do poste que, agora parecem holofotes de estádios de futebol. Cena deplorável, na TV passava uma propaganda para tratamento dentário. Quando acho que estou livre do moribundo, quase no poste três, o sarnento me chama. – este é um daqueles momentos que o sadismo da lugar para um espírito de segunda guerra herdada pelos enlatados norte americanos-. Bom meu canivete esta aqui e terminei a primeira temporada de Aikido no Youtube. Estou tediado, louco por sangue, tipo os quadrinhos do Lobo. Sim estou a mercê de uma indagação, de algo novo, do misterioso, então:
Oo Bruxo C tem um careta pru maluko aqui!?


Buena, não posso matá-lo. O pobre diabo que um cigarro. Não posso dar o primeiro cigarro. Uma vez, na velha província, uma menininha me contou que o primeiro de qualquer coisa deve ser seu. Desde que você seja o proprietário daquilo que há de ser dividido. Do contrário você perderá um ente querido, no caso uma namorada. Não acreditei. Ri da cara dela na cara dela. O problema é que ela acabou se tornando minha namorada meses depois e quando estávamos no baile de formatura do irmão dela, ela me deu bombons, acabei -por gentileza- oferecendo o primeiro bombom para a namorada do irmão dela. Acabei dormindo na casa dela. Mas agora é diferente, tenho algo a perder. Meu relógio que comprei na robalto dos truta, minha camisa predileta e o anel que ganhei da minha Vênus. Na pior das hipóteses a própria Vênus. Bom já não adianta mais. Ele está na minha frente olhando para meu nariz. O pior é que ele queria apertar minha mão como forma de agradecimento. Cresci nas ruas, isso é crucial para os truta firmeza, os mano, aqueles que nunca vão foder com você. Sinto muito, conseguia ver refletindo a luz do poste no mijo em suas mãos. Dei um tapinha nas costas e falei força aew!
Ao chegar na portaria, a pizza, o ventilador a TV até mesmo as moscas estão lá. Mas o barrigudo zelador não está. Já é cinco e vinte e um, o intervalo já deve ter acabado e o zelador não esta aqui. Inutilmente aperto a campainha. Vinte anos (3 minutos) depois ele chega, fazendo a retórica pergunta sobre minha chave. Respondo rapidamente e vou pelas escadas é claro. Beleza agora que apareceu “ parte quatro”, a cerveja vai ser pouca. Quando finalmente sento minha bunda gorda no sofá a energia cai. Volta! Cai novamente. No escuro, com meu cigarro reluzindo o brilho da lata em minhas mãos.

J.C.

sábado, 4 de abril de 2009

SETEMBRO...


Sei que setembro chegou sem você.
Senti o sentimento bater na minha alma.
Sei, que quando você sabe é mais gostoso.
Mas nada me impede de querer saborear algo novo.

Somos apenas Suspiros esperando o suicídio.
Sei que você sabe.
Você sabe que eu sei.
Sabedoria boba.
Só serve para deixar a gente separados.

O esse sem o C.
O C sem você.
E a SAU sem a DADE.

SEM...
...TI...
...MEN...
...TO...


Alceu Kunz.

domingo, 15 de março de 2009

É tempo...


O tempo passa...
O tempo passa...
O tempo passa...
O tempo passa...
e o dia se pasou...




Francisco, se passou...

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