quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A mensagem



É a imagem que me preocupa! Seu desdém ingênuo me atrai, estou em você a qualquer tempo, em qualquer lugar, não podes fugir, mas é a imagem que me preocupa. O fragmento sem reação, a dúvida que tua imagem me arremete, sua atitude pura que a mantem viva! Mas é a imagem que devo me preocupar. Não podes me entender, não podes ser não és. Figura meu passado, motiva meu futuro. Intervêm nas minhas certezas, afaga meu carinho. Abusa da sorte. Nos caminhos da vida me espera com sorriso infortúnio, sua foice afiada lança gritos malvados, ouço o sussurro mórbido que me espera. Não podes estar perto de mim, não é a hora, não acho que seja, não quero que seja, não sei, em verdade teu abraço antes revitalizador, como um banho para o jogador, como sangue para o hemofílico, perde sentido, tuas palavras destroem o calor dos teus braços, porque a imagem que importa. A imagem que mortifica o autor, este nulo de inspiração, vive para comprar as joias, os perfumes, as viagens, as luzes mas nada se compara a criação. Criar aquele abraço antes quente e apertado, só nas palavras de um poeta, sinta frio, ela esta por perto, você não viu? A imagem.







então a morte termina seu dialogo com Ulisses. O mensageiro corvo voa para informar um poeta.

sábado, 24 de setembro de 2011

O corvo sorri.


Ironizar, alternativa de viver. Diz o poeta do amor, que ainda crê nisso.

  • Pobre infeliz, não se consegue razão nessa circunstancia. - Fala o corvo aos sussurros - ,

Ainda confuso com a fala do pássaro que antes vivia apenas em contos de Poe, sem saber o que acontece com sua realidade o poeta acende mais um cigarro e caminha até a janela paralela a que o corvo putrefaciente esta. Respira com dificuldades, seu pulmão não responde a sua necessidade. Com peito frenético, agudo, lança seus dedos úmidos aos botoes de sua camisa velha. A brisa leve da primavera alivia o suor, suas pálpebras dilatadas correm o olhar na avenida movimentada, ela não esta ali, ele ainda a vê, a sente, o lençol ainda não foi lavado, serve de adorno nas noites tensas.

Como tatuagem perene na sua vida.

  • Ela virá até você, virá como cobras no silencio, pulsante, intransigente!

Como punhais, as palavras grunhidas pelo Corvo prevem o infarto já desejado pelo infame néscio. Então um sorriso amarelado pelos maços intermináveis de cigarro surge no sujeito irônico. Sorri para morte como um espartano sorri para o inimigo incapaz em batalha. Grunge em silencio mórbido: - não es tu que me desespera. Não sois você que desejo, espera foice inevitável, abraçarei sua vontade, mas não hoje.

Em sua primeira dose de heroína o poeta já gozou seus delírios, agora vive o explendor que seu organismo promove ao tentar eliminar aquela substancia acida. Semana pós semana as doses tornam-se rotina. Alivio imediato. Ele quase não lembra os motivos que o deixa triste, enquanto isso o menino cadeirante mendiga no sinal, de sua janela ele joga uma seringa, o menino sorri.


Jordane Câmara.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Você sabe exatamente onde está agora?

Você está numa cidade, junto com muita gente, e neste momento existe uma grande chance de várias pessoas abrigarem em seus corações as mesmas esperanças e desesperanças que você abriga.
Vamos adiante: você é um pontinho microscópico na superfície de uma bola. Esta bola gira em torno de outra, que por sua vez está localizada num
cantinho de uma galáxia, junto com milhões de bolas semelhantes.
Esta galáxia faz parte de um negócio chamado Universo, cheio de gigantescos aglomerados estelares. Ninguém sabe exatamente onde começa e onde termina o que chamam de Universo.
Mesmo assim, você é o máximo. Luta, se esforça, e tenta melhorar. Tem sonhos. Fica alegre ou triste por causa do Amor. Se você não estivesse vivo, algo ia estar faltando.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O que motivou o 11 de setembro


Alguém precisa ser desumano para não condenar os ataques de 11 de setembro contra as Torres Gêmeas e o Pentágono por parte da Al-Qaeda e cruel ao não mostrar solidariedade para com as mais de três mil vítimas do ato terrorista.

Dito isto, precisamos ir mais fundo na questão e nos perguntar: por que aconteceu este atentado minuciosamente premeditado? As coisas não acontecem simplesmente porque alguns tresloucados se enchem de ódio e cometem tais crimes contra seus desafetos políticos. Deve haver causas mais profundas que a persistir continuarão alimentar o terrorismo.

Se olharmos a história de mais de um século, nos damos conta de que o Ocidente como um todo e particularmente os EUA humilharam os países muçulmanos do Oriente Médio. Controlaram os governos, tomaram-lhe o petróleo e montaram imensas bases militares. Deixaram atrás de si muita amargura e raiva, caldo cultural para a vingança e o terrorismo.

O terrível do terrorismo é que ele ocupa as mentes. Nas guerras e guerrilhas precisa-se ocupar o espaço físico para efetivamente triunfar. No terror não. Basta ocupar as mentes, distorcer o imaginário e introjetar medo. Os norte-americanos ocuparam fisicamente o Afeganistão dos talibãs e o Iraque. Mas os talibãs ocuparam psicologicamente as mentes dos norte-americanos. Infelizmente se realizou a profecia de Bin Laden, feita a 8 de outubro de 2002: “os EUA nunca mais terão segurança, nunca mais terão paz”. Hoje o país é refém do medo difuso.

Para não deixar a impressão de que seja anti-norteamericano, transcrevo aqui parte da advertência do bispo de Melbourne Beach na Florida, Robert Bowman, que antes fora piloto de caças militares e realizara 101 missões de combate na guerra no Vietnã. Endereçou uma carta aberta ao então presidente Bill Clinton que ordenara o bombardeio de Nairobi e Dar es-Salam onde as embaixadas norte-americanas haviam sido atacadas pelo terrorismo. Seu conteúdo se aplica também a Bush que levou a guerra ao Afeganistão e ao Iraque e continuada por Obama. A carta ainda atual foi publicada no católico National Catholic Reporter de 2 de outubro de l998 sob o título: “Por que os EUA são odiados?” (Why the US is hated?) tem esse teor:

“O Senhor disse que somos alvos de ataques porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Um absurdo! Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas. Em quantos países agentes de nosso Governo destituíram líderes escolhidos pelo povo trocando-os por ditaduras militares fantoches, que queriam vender seu povo para sociedades multinacionais norte-americanas!

Fizemos isso no Irã, no Chile e no Vietnã, na Nicarágua e no resto das repúblicas “das bananas” da América Latina. País após país, nosso Governo se opôs à democracia, sufocou a liberdade e violou os direitos do ser humano. Essa é a causa pela qual nos odeiam em todo o mundo. Essa é a razão de sermos alvos dos terroristas.

Em vez de enviar nossos filhos e filhas pelo mundo inteiro para matar árabes e, assim, termos o petróleo que há sob sua terra, deveríamos enviá-los para reconstruir sua infra-estrutura, beneficiá-los com água potável e alimentar as crianças em perigo de morrer de fome. Essa é a verdade, senhor Presidente. Isso é o que o povo norte-americano deve compreender”.

A resposta acertada, não foi combater terror com terror à la Bush, mas com solidariedade. Membros das vítimas das Torres Gêmeas foram ao Afeganistão para fundar associações de ajuda e permitir que o povo saísse da miséria. É por essa humanidade que se anulam as causas que levam ao terrorismo.

Leonardo Boff é autor de Fundamentalismo,Terrorismo, Religião e Paz, Editora Vozes, Petrópolis 2009

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O tempo é tudo aquilo que realmente temos.

O mundo acaba assim como a vida um dia vai acabar.

O fim é eminente, não existe nada que possamos fazer para que isso seja uma metáfora.

O que podemos fazer é viver.

Mas, a pergunta que fica é: Como viver e aproveitar o máximo nos dias de hoje?

Temos que nos preocupar com diversas coisas, família, estudos, trabalho, amores e etc.

A questão é entender que a vida é continua. E não reduzida e orientada pelos calendários e relógios.

Viver preso nos ponteiros do senhor do tempo é esticar a corda para a forca da vida. Ai entra o trabalho da ansiedade, que mata e destroça todos os nossos sentimentos.

A única coisa, que temos que tirar disso é que o tempo, nunca vai dar tempo ao tempo para que tudo melhore sem esforços.

O esforço é necessário, nada se tem sem esforço, nem mesmo o tempo, entender, compreender o tempo é uma virtude, e viver com ele com sabedoria poucos conseguem.

O tempo é tudo aquilo que realmente temos. A única coisa que verdadeiramente nos pertence, por isso não o desperdice.

E lembre-se, tempo não é dinheiro, tempo é o fio que move nossas vidas.


Alceu Kunz

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Citações

A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo" Anais Nin


"Viva à partir dos seus sonhos e não da sua história" Geraldo Mangela Amaral

"A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim jogar bem as que se tem" Josh Billings

sábado, 25 de junho de 2011

e se vc tivesse amado o outro?




Tristeza não tem fim, felicidade sim


Se o mundo, as pessoas, o universo pudesse estar em conexão;
se isso realmente fosse possível,
se isso realmente acontece,
o que você pensaria ao descobrir?

você se permitiu? Você foi um ser legal?
Pensou que isso tudo que acontece é placebo?
Que as verdades veem à tona?
Amou de verdade uma vez na vida?

Se errar é a beleza de viver, erramos mais!
Se o ódio pelo outro supera a razão você o mata? O consome?
Se você diz: dane-se, se vira, problema seu!
Então mais uma vez a logica de mercado esta correta!

Se você tivesse nascido com todas as possibilidades?
Pudesse viajar, estudar varias línguas, ser astro de cinema,
você seria melhor? Se sentiria melhor?
Semana passada o mundo chegou a casa de 7 bilhões.
São muitas vidas, muitas bocas para comer,

nos preocupamos com isso?
Você amou alguém?
Você deixaria seu amor morrer de fome?
Você abandonaria seu amor?
Você poderia amar 7 bilhões?

Se gaia é a terra e um espirito universal existisse.
Você pensaria nessas coisas...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

JIM KLEIST


‎"se sentir é criar,
e criar é estar vivo,
se estar vivo é encontrar,
e encontrar, na verdade, é reencontro,
se reencontro é privilegiar,
e privilegiar na verdade é esquecer,
posso resumir, de uma forma apressada, claro, todo o meu processo de escrever como um ato de esquecimento..

eu escrevo justamente porque esqueço..
esqueço tudo o que aconteceu.. tudo o que acabou de acontecer.. tudo o que está acontecendo justamente agora..

você sabe... estou aqui nesse café todas as noites,
como em uma espera, uma ante sala, um andar abaixo, quase como* (trecho não identificado da gravação)

eu escrevo porque é a melhor forma de se aproximar,
estar perto e não visível,
quase um desenho sonoro

você se lembra do bill evans?
vc se lembra daquelas noites no village?
ele falava daquele livro, lembra? aquele livro...

(nesse momento somos interrompidos por um grupo de amigos de jim)

vc ainda quer falar da escrita, cara? mas eu gosto mais é dos quadros..
bem.. eu escrevo.. eu escrevo porque essa foi (e sempre será) a melhor forma de não dizer..
de ocultar - tudo que se expressa aqui já é o desvio..
tudo que se representa já é limitado, vc sabe..

aquilo que sinto,
aquilo que trago aqui dentro de mais profundo,
isso eu ignoro e nunca poderei mostrar...

quando faço um filme, eu tento encarar todo esse processo como uma espécie de recordação..
eu visito as possíveis locações como se fossem vestígios de um lugar em que eu já estive..
eu olho atentamente para os atores buscando alguma sintonia improvável..
eu nunca quero o ator disponível, eu não quero aquele intérprete que quer trabalhar comigo..
eu quero justamente o que me diz não,
aquele que me ignora, que nunca me viu, que não pretende nada, que está isolado no bar pensando nas apostas que fez,
que não voltou ainda pois provavelmente não há para onde voltar..

e eu odeio terminar todo esse processo..
odeios a idéia de terminar um filme.. gosto do fotograma um a um.. gosto de ficar horas e horas no material bruto..
ali há uma música que dificilmente poderá ser ouvida novamente..

quando fiz o "blue in green", o evans me chamava toda noite.. não tinha energia elétrica na casa dele, não tinha mais bebidas, não tinha nada naquele apartamento..
a namorada dele o abandonou... a gente chegava do village e ele ficava tocando bach.. tinha uma ou outra vela por ali, vc sabe... um monte de livro de filosofia jogado...
ele me falava de uma garçonete pela qual ele se apaixonou...
mas havia tanta tristeza naquela paixão... tanta tristeza... não sei..

eu vi a dor mais profunda nos olhos daquele homem.
eu vi a solidão mais silenciosa..
afinal ele tocava todas as noites naquela época e tudo o que eu podia ouvir era o silêncio"

(trecho extraído de uma entrevista com o cineasta norte-americano JIM KLEIST (1941-1992) publicado pela revista BLOOD em fevereiro de 1963 - tradução de Rodolfo Arruda)

terça-feira, 21 de junho de 2011

E foi a infância.


Saudades do tempo em que eu não tinha medo, do tempo em que mirava em algo e tentava de todas as maneiras. Saudades do tempo em que errar era humano. O tempo passa, lentamente e a nossa coragem parece que fica lá atrás. Presa no passado, trancafiado no tempo perdido.



Quando era criança as únicas coisas que me metiam medo eram bichos imaginários, fantasmas e outras coisas não provenientes desse mundo. O meu medo era artificial e as vezes até gostoso, fazendo parte do imaginário de um menino, natural até mesmo para sobreviver. Mas, hoje meu medos são diferentes, parece ser reais e eu gostaria tanto que fosse imaginário, gostaria tanto de voltar a sonhar que eu estava caindo do alto de u prédio com a certeza de que continuaria vivo.

Que saudades de quando tudo não passava de uma fantasia e a realidade era exclusivamente preocupação dos adultos, que viviam correndo e se orgulhavam em dizer que estavam ocupados em uma reunião.

O adulto só trabalha porque não sabe brincar.

AFF...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A uma passante



A rua em derredor era um ruído incomum,
longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;

Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala o frenesi que mata.

Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
So te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!

Charles Baudelaire

quarta-feira, 8 de junho de 2011


Falam que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Mas, depende do que é tido como espaço. Clara e gema dividem o mesmo espaço de uma forma amistosa, mas dividem. O coração divide espaço com as emoções. E o cérebro divide espaço com as razões. Eu escrevi uma teoria a respeito disso, partindo desse principio que dois corpos não dividem o mesmo espaço, pressuponho que então o amor seria algo incabível. O que acontece é que em dados momentos o espaço não aceita dividir o seu lugar com mais de uma coisa. Entretanto, o espaço é egoísta. Então, tento imaginar o enorme espaço que separa a gente. Existe um distancia relativamente longa. Portanto esse espaço não aceita a gente, o que faremos? Enfrentaremos o espaço? Não, como disse no inicio quando a gema aceita dividir o espaço com a clara, estou querendo que você entenda que uma casca de ovo possui um universo inteiramente para as duas, e assim, mesmo ela ficam separadas. Na palma da minha mão cabe o triste destino do ovo, que separa em um pequeno espaço duas coisas. Ali, o espaço aceitou dividir, mas nem um dos dois acreditou.

A distância entre nos é um espaço muito menor se comparado com medidas relativas de uma casca de ovo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 8 de maio de 2011

saudades

http://www.youtube.com/watch?v=6OPrFoxMHU0&feature=fvst

O fio, a circunstancia, o momento, as vozes da rua, os apelos sádicos, todos invadem sua vida, nada importa, as tolices do dia a dia acontecem! O que fazer? Apenas seguir o rumo. Vemos isso, vivemos isso, nem mesmo saudades são convenientes, bloqueada, distante, insegura, pura sim momentos onde há saudades. Para que sentir? Ilusão corriqueira, nem mesmo ouse sentir, pior droga não há, a saudades partiu, a saudades não volta, como não sentir?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osama!


Osama já morreu;
de verdade eu não sei;
o homem da casa branca garantiu;
proeza igual essa ninguém nunca viu.
Uns dizem aí,
- História da carochinha;
até minha vizinha;
já falo que é mentira;
O cara aquele não morre fácil;
tamo achando que inventaram;
manipular nossa mente;
quem já fez foi o vigário,
o advogado e o presidente;
não espere que nossa gente.
compareça no velório;
esse homem barbudo;
parece Belzebu;
ai coitado;
morreu baleado,
dizem que ali no morro,
também tem tiroteio;
daqui debaixo eu não vejo,
na noticia não aparece;
só drogado e bandido,
ai tá tudo certo,
gente boa vive sempre,
nossa que proeza,
morre Osama e bandido;
só não o presidente.
A esse é honesto,
pergunte para nossa gente,
o estadunidense já falou,
agora cessou fogo,
as empresa de armamento vão fechar;
porque a guerra acabou;
to dizendo bobagem?
Acho que não, o Bin Laden já morreu.
Ou você acha que não?
Não duvide da TV ela só diz a verdade;
mesmo em panos quentes,
fala sem vaidade;
os país do estrangeiro já apoiaram a ação;
só falta os brasileiro arruma confusão!
Calma ai sangue bom;
é tudo nosso;
agora a nova guerra vai começar,
vão achar novo bandido para matar;
to querendo parar de falar;
vão achar que me aliei;
ai to fodido, não tenho vintém;
Viva a hipocrisia dessa gente;
viva para sempre os que dormem sorridentes;
para os que não tem dente;
resta um velório de resguardo;
inda bem que mataram ontem;
já penso se estragam o casamento?
Ai fica feio,
a realeza não vira noticia,
morre bandido mais conhecido da policia,
o casório até que foi bom,
mas nem todo mundo foi convidado;
precisava de uma nova noticia;
para o casal descansar,
de realeza a mutilação,
tudo é noticia meu povão.

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