quinta-feira, 30 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
e se vc tivesse amado o outro?

Tristeza não tem fim, felicidade sim
Se o mundo, as pessoas, o universo pudesse estar em conexão;
se isso realmente fosse possível,
se isso realmente acontece,
o que você pensaria ao descobrir?
você se permitiu? Você foi um ser legal?
Pensou que isso tudo que acontece é placebo?
Que as verdades veem à tona?
Amou de verdade uma vez na vida?
Se errar é a beleza de viver, erramos mais!
Se o ódio pelo outro supera a razão você o mata? O consome?
Se você diz: dane-se, se vira, problema seu!
Então mais uma vez a logica de mercado esta correta!
Se você tivesse nascido com todas as possibilidades?
Pudesse viajar, estudar varias línguas, ser astro de cinema,
você seria melhor? Se sentiria melhor?
Semana passada o mundo chegou a casa de 7 bilhões.
São muitas vidas, muitas bocas para comer,
nos preocupamos com isso?
Você amou alguém?
Você deixaria seu amor morrer de fome?
Você abandonaria seu amor?
Você poderia amar 7 bilhões?
Se gaia é a terra e um espirito universal existisse.
Você pensaria nessas coisas...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
JIM KLEIST

"se sentir é criar,
e criar é estar vivo,
se estar vivo é encontrar,
e encontrar, na verdade, é reencontro,
se reencontro é privilegiar,
e privilegiar na verdade é esquecer,
posso resumir, de uma forma apressada, claro, todo o meu processo de escrever como um ato de esquecimento..
eu escrevo justamente porque esqueço..
esqueço tudo o que aconteceu.. tudo o que acabou de acontecer.. tudo o que está acontecendo justamente agora..
você sabe... estou aqui nesse café todas as noites,
como em uma espera, uma ante sala, um andar abaixo, quase como* (trecho não identificado da gravação)
eu escrevo porque é a melhor forma de se aproximar,
estar perto e não visível,
quase um desenho sonoro
você se lembra do bill evans?
vc se lembra daquelas noites no village?
ele falava daquele livro, lembra? aquele livro...
(nesse momento somos interrompidos por um grupo de amigos de jim)
vc ainda quer falar da escrita, cara? mas eu gosto mais é dos quadros..
bem.. eu escrevo.. eu escrevo porque essa foi (e sempre será) a melhor forma de não dizer..
de ocultar - tudo que se expressa aqui já é o desvio..
tudo que se representa já é limitado, vc sabe..
aquilo que sinto,
aquilo que trago aqui dentro de mais profundo,
isso eu ignoro e nunca poderei mostrar...
quando faço um filme, eu tento encarar todo esse processo como uma espécie de recordação..
eu visito as possíveis locações como se fossem vestígios de um lugar em que eu já estive..
eu olho atentamente para os atores buscando alguma sintonia improvável..
eu nunca quero o ator disponível, eu não quero aquele intérprete que quer trabalhar comigo..
eu quero justamente o que me diz não,
aquele que me ignora, que nunca me viu, que não pretende nada, que está isolado no bar pensando nas apostas que fez,
que não voltou ainda pois provavelmente não há para onde voltar..
e eu odeio terminar todo esse processo..
odeios a idéia de terminar um filme.. gosto do fotograma um a um.. gosto de ficar horas e horas no material bruto..
ali há uma música que dificilmente poderá ser ouvida novamente..
quando fiz o "blue in green", o evans me chamava toda noite.. não tinha energia elétrica na casa dele, não tinha mais bebidas, não tinha nada naquele apartamento..
a namorada dele o abandonou... a gente chegava do village e ele ficava tocando bach.. tinha uma ou outra vela por ali, vc sabe... um monte de livro de filosofia jogado...
ele me falava de uma garçonete pela qual ele se apaixonou...
mas havia tanta tristeza naquela paixão... tanta tristeza... não sei..
eu vi a dor mais profunda nos olhos daquele homem.
eu vi a solidão mais silenciosa..
afinal ele tocava todas as noites naquela época e tudo o que eu podia ouvir era o silêncio"
(trecho extraído de uma entrevista com o cineasta norte-americano JIM KLEIST (1941-1992) publicado pela revista BLOOD em fevereiro de 1963 - tradução de Rodolfo Arruda)
terça-feira, 21 de junho de 2011
E foi a infância.

Saudades do tempo em que eu não tinha medo, do tempo em que mirava em algo e tentava de todas as maneiras. Saudades do tempo em que errar era humano. O tempo passa, lentamente e a nossa coragem parece que fica lá atrás. Presa no passado, trancafiado no tempo perdido.
Quando era criança as únicas coisas que me metiam medo eram bichos imaginários, fantasmas e outras coisas não provenientes desse mundo. O meu medo era artificial e as vezes até gostoso, fazendo parte do imaginário de um menino, natural até mesmo para sobreviver. Mas, hoje meu medos são diferentes, parece ser reais e eu gostaria tanto que fosse imaginário, gostaria tanto de voltar a sonhar que eu estava caindo do alto de u prédio com a certeza de que continuaria vivo.
Que saudades de quando tudo não passava de uma fantasia e a realidade era exclusivamente preocupação dos adultos, que viviam correndo e se orgulhavam em dizer que estavam ocupados em uma reunião.
O adulto só trabalha porque não sabe brincar.
AFF...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
A uma passante

A rua em derredor era um ruído incomum,
longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;
Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala o frenesi que mata.
Um relâmpago e após a noite! — Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
So te verei um dia e já na eternidade?
Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado — e o sabias demais!
Charles Baudelaire
quarta-feira, 8 de junho de 2011

Falam que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Mas, depende do que é tido como espaço. Clara e gema dividem o mesmo espaço de uma forma amistosa, mas dividem. O coração divide espaço com as emoções. E o cérebro divide espaço com as razões. Eu escrevi uma teoria a respeito disso, partindo desse principio que dois corpos não dividem o mesmo espaço, pressuponho que então o amor seria algo incabível. O que acontece é que em dados momentos o espaço não aceita dividir o seu lugar com mais de uma coisa. Entretanto, o espaço é egoísta. Então, tento imaginar o enorme espaço que separa a gente. Existe um distancia relativamente longa. Portanto esse espaço não aceita a gente, o que faremos? Enfrentaremos o espaço? Não, como disse no inicio quando a gema aceita dividir o espaço com a clara, estou querendo que você entenda que uma casca de ovo possui um universo inteiramente para as duas, e assim, mesmo ela ficam separadas. Na palma da minha mão cabe o triste destino do ovo, que separa em um pequeno espaço duas coisas. Ali, o espaço aceitou dividir, mas nem um dos dois acreditou.
A distância entre nos é um espaço muito menor se comparado com medidas relativas de uma casca de ovo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
saudades
http://www.youtube.com/watch?v=6OPrFoxMHU0&feature=fvst
O fio, a circunstancia, o momento, as vozes da rua, os apelos sádicos, todos invadem sua vida, nada importa, as tolices do dia a dia acontecem! O que fazer? Apenas seguir o rumo. Vemos isso, vivemos isso, nem mesmo saudades são convenientes, bloqueada, distante, insegura, pura sim momentos onde há saudades. Para que sentir? Ilusão corriqueira, nem mesmo ouse sentir, pior droga não há, a saudades partiu, a saudades não volta, como não sentir?
O fio, a circunstancia, o momento, as vozes da rua, os apelos sádicos, todos invadem sua vida, nada importa, as tolices do dia a dia acontecem! O que fazer? Apenas seguir o rumo. Vemos isso, vivemos isso, nem mesmo saudades são convenientes, bloqueada, distante, insegura, pura sim momentos onde há saudades. Para que sentir? Ilusão corriqueira, nem mesmo ouse sentir, pior droga não há, a saudades partiu, a saudades não volta, como não sentir?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Osama!

Osama já morreu;
de verdade eu não sei;
o homem da casa branca garantiu;
proeza igual essa ninguém nunca viu.
Uns dizem aí,
- História da carochinha;
até minha vizinha;
já falo que é mentira;
O cara aquele não morre fácil;
tamo achando que inventaram;
manipular nossa mente;
quem já fez foi o vigário,
o advogado e o presidente;
não espere que nossa gente.
compareça no velório;
esse homem barbudo;
parece Belzebu;
ai coitado;
morreu baleado,
dizem que ali no morro,
também tem tiroteio;
daqui debaixo eu não vejo,
na noticia não aparece;
só drogado e bandido,
ai tá tudo certo,
gente boa vive sempre,
nossa que proeza,
morre Osama e bandido;
só não o presidente.
A esse é honesto,
pergunte para nossa gente,
o estadunidense já falou,
agora cessou fogo,
as empresa de armamento vão fechar;
porque a guerra acabou;
to dizendo bobagem?
Acho que não, o Bin Laden já morreu.
Ou você acha que não?
Não duvide da TV ela só diz a verdade;
mesmo em panos quentes,
fala sem vaidade;
os país do estrangeiro já apoiaram a ação;
só falta os brasileiro arruma confusão!
Calma ai sangue bom;
é tudo nosso;
agora a nova guerra vai começar,
vão achar novo bandido para matar;
to querendo parar de falar;
vão achar que me aliei;
ai to fodido, não tenho vintém;
Viva a hipocrisia dessa gente;
viva para sempre os que dormem sorridentes;
para os que não tem dente;
resta um velório de resguardo;
inda bem que mataram ontem;
já penso se estragam o casamento?
Ai fica feio,
a realeza não vira noticia,
morre bandido mais conhecido da policia,
o casório até que foi bom,
mas nem todo mundo foi convidado;
precisava de uma nova noticia;
para o casal descansar,
de realeza a mutilação,
tudo é noticia meu povão.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Poema de Yarssan

na falta de poemas apelo a yarssan sempre com "as" na manga.
De um lado da rua
Uma puta velha
Toda fudida e esculachada
Nem é culpa sua, coitada
A vaidade se foi com a idade
Anos e anus de ofício
Que deixaram marcas
Não as de biquíni, claro
Só as de vara
E nem tara tinha mais
Agora era banha, buceta e bigode.
Do outro lado da rua
A musa do BBB
Uma bunda fenomenal
Um gogó protuberante
E seios exuberantes
Vaidade não sei se tinha
Pois roupa não vestia
Pra todos sempre sorria
Vai dá de noite e de dia.
Agora eu pergunto
O que te atrai mais
A verdade crua,
Ou ela travestida?
E a sua mentira
Tem lado nessa encruzilhada?
Yarssan 27/04/2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Porque esperar?

Cato, nasço, parto no ato!
Deixo! Enterro, liberto, mas afago!
Simples, razão não há só assim nato!
Crime sem precedente! Aporrinha o romântico.
Enamora a liberdade, melhor coisa não há.
Porque esperar?

Cato, Nasco, parto ato não!
Deixo! Enterro, Liberto, Afago mas!
Simples, Razão Então por isso nao nato ASSIM!
Crime precedente SEM! Aporrinha o Romântico.
Enamora uma Liberdade, Melhor Coisa nao ha.
Esperar Por quê?
Jordane Câmara
sábado, 9 de abril de 2011
Conversa fiada

Fascinante conversa fiada:
Ninguém disse nada;
Todos perceberam que alguém agiu.
Eis o momento infortúnio.
Sensação facial que normalmente o constrange.
A habilidade do disfarce, o at@r atua.
De nada adianta, ouve da varanda;
Conversa fiada escuta na rua;
Gente que nada viu.
Quem separou o que se uniu?
Algo que as vistas não abrangem;
A atriz toda nua.
Quando cruzo a estrada;
As buzinas ecoam do nada
Ninguém fugiu.
Mau agouro da bruxa vil.
Toca a e tange;
Como a luz da mais cheia lua.
Sem demora, alista na aurora; Amor da hora, tolice nubilosa;
Como amora e iogurte; Pleno de uma atuação. Nas noites que durmo;
Escuta essa canção.
Ainda nessa semana um anjo partiu;
Aquele que ninguém nunca viu;
Enamora as noites, com seu caderno e penas;
Que seja tu a próxima a rimar com esse poeta;
Palavra nula nada ajuda nessa minuta;
Aja feito chama em canaviais;
Ao dançar se permita;
Anule o nulo do nada.
Velho sapo enrugado, nato;
Ousa lamber borboletas!
Eis a insana natureza;
Cega quem viu;
O gosto das asas na boca do batráquio.
Jordane
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A VERDADE

Ninguém gosta da verdade, isso é um fato.
A verdade nos deixa encurralado contra a parede por isso preferimos as doces mentiras.
Mesmo sabendo que é mentira, nosso inconsciente absorve tentando acreditar de como seria bom que aquilo pudesse ser uma verdade. Assim, nos protegemos de uma possível decepção.
Preferimos à mentira, pela facilidade de viver. E muito mais fácil pensar em uma boa mentira que convença do que sentir a grande culpa de falar a verdade para alguém.
Somos todos falsos, que acreditamos que a verdade é uma mentira bem contada.
Os namorados adoram mentiras, as trocas de amores que duram até a primeira briga e logo depois, vem a doce e elegante mentira das flores, acompanhada dos chocolates e das juras de amores de que aquilo nunca voltara a acontecer. Como se até aquele momento tudo não passou de uma brincadeira de adolescente.
Todos amam a mentira, isso é tanto verdade que todos renegam a única verdade que carregamos durante a vida.
Um dia você vai morrer.
Isso é uma verdade. Uma verdade bem deselegante, que ninguém gosta de escutar, da mesma maneira, que aquele casal apaixonado prefere acreditar que tudo vai dar certo quando voltar.
As pessoas vivem em um mundo de promiscuidade. Elas querem ser induzidas ao medo, tanto que acreditam em tudo.
Dizem que Deus muito bondoso criou o Amor e a Fé, o diabo invejoso, criou o casamento e a religião. " Machado de Assis."
O mundo é a nossa casa, não podemos nos contentar com os sentimentos comprados.
Os verdadeiros sentimentos causam medo, medo por que quase nunca as pessoas estão preparadas para escutar uma verdade.
E conseguimos decifrar uma pessoa feliz de uma pessoa triste nesse momento.
As pessoas felizes têm uma doce maneira de lidar com a verdade, elas preferem a verdade ao amanhecer, e isso naturalmente as deixam felizes.
A verdade é o único caminho para a felicidade, pena que a falsidade impregnada no nosso inconsciente quase sempre nos leva a acreditar que isso é uma grande mentira.
"Fale a verdade, seja ela qual for, clara e objetivamente, usando um toque de voz tranqüilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidade." Dalai Lama
domingo, 3 de abril de 2011
Eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize.

"Temos que entender que tempo não é dinheiro. Essa é uma brutalidade que o capitalismo faz como se o capitalismo fosse o senhor do tempo. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, e é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo; esse tempo pertence a meus afetos, é para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis: isso é o tempo. A luta pela justiça social começa por uma reivindicação do tempo: ‘eu quero aproveitar o meu tempo de forma que eu me humanize’ "
ANTONIO CANDIDO
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1663&Itemid=2
quinta-feira, 24 de março de 2011
Compartilhar o que? se todas as coisas permeiam o esquecimento. Na loucura do cotidiano não encontramos mas algo verdadeiro a compartilhar. Apenas doces ilusões existenciais, nessas horas a bebida vai bem. Cai a noite e o vento bate nas folhas caindo do outono, isso não posso compartilhar, nunca me pertenceu, sinto, ouço, ate mesmo vejo mas passou, o vento. Todo o resto faz parte do que já foi e não volta, não ha tempo.
Jordane
Jordane
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